EPIDEMIA DE MPOX: 13 estados já confirmam a doença viral e casos disparam no Brasil. JULIO PEREIRA NEUROCIRURGIÃO

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O Brasil registra 140 casos confirmados de mpox em 2026, com 13 estados e o Distrito Federal afetados, e um aumento expressivo nas últimas semanas, impulsionado possivelmente pelo carnaval. São Paulo lidera com 93 casos (66% do total), seguido por Rio de Janeiro (18), Rondônia e Minas Gerais (11 cada), Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (3 cada), além de registros isolados em Paraná, Sergipe, Ceará, Amapá, Pará, Amazonas e DF. Não há mortes registradas este ano, mas há 539 casos suspeitos e 9 prováveis em investigação, totalizando 149 notificações.?

Transmissão e Grupos de Risco

A mpox se transmite principalmente por contato próximo com lesões, fluidos corporais, secreções ou gotículas respiratórias de infectados, incluindo via sexual, o que explica a alta em 50 casos com coinfecção por HIV e 31 com outras ISTs. Sintomas incluem febre, dor de cabeça, fadiga, linfonodos inchados e erupções cutâneas dolorosas, aparecendo 5-21 dias após exposição. Homens jovens e pessoas com HIV são os mais afetados, mas todos devem ficar atentos, especialmente em aglomerações.

Medidas de Prevenção no Brasil

O Ministério da Saúde reforça prevenção com vacinação Jynneos para grupos prioritários (18-49 anos com HIV, expostos ao vírus e profissionais de laboratório), uso de preservativos, evitar contato com lesões e higiene rigorosa. Não há situação de emergência, mas o SUS está preparado para diagnóstico e tratamento; isole-se ao menor sinal de sintomas e procure atendimento imediato. Em 2025, foram 1.079 casos e 2 óbitos, destacando a importância da vigilância ativa.?

Perspectivas e Recomendações

Embora os números sejam menores que em 2025, o crescimento recente exige alerta, com especialistas ligando ao carnaval e recomendando rastreio de contatos e testagem rápida. O Brasil mantém monitoramento via painel oficial, priorizando vacinação e educação para conter a disseminação. Fique atento a febre, erupções e ínguas, e evite automedicação – prevenção coletiva é chave para evitar surto maior.