O Brasil registra 100 casos confirmados de mpox (varíola dos macacos) em 2026, configurando um surto que exige vigilância, especialmente em áreas urbanas como São Paulo. Transmitida principalmente por contato próximo com lesões de pele, fluidos corporais ou gotículas respiratórias, a doença afeta mais homens jovens e pessoas com múltiplos parceiros sexuais. Autoridades de saúde intensificam vacinação em grupos de risco e testagem rápida para conter a disseminação, que já preocupa pela proximidade com surtos globais.
Os cinco sintomas principais para ficar de olho incluem febre alta, dor de cabeça intensa, fadiga extrema, gânglios linfáticos inchados (especialmente no pescoço e virilhas) e erupções cutâneas características – que começam como manchas vermelhas, evoluem para pápulas, vesículas e crostas doloridas. Diferente da varíola humana, a mpox tem período de incubação de 5 a 21 dias e lesões que coçam menos, mas podem durar semanas, facilitando transmissão involuntária.
A doença é geralmente leve, com recuperação em 2-4 semanas na maioria dos casos, mas pode ser grave em crianças, grávidas, imunossuprimidos e pessoas com HIV, evoluindo para pneumonia, encefalite ou sepse. Tratamento é sintomático (analgésicos, hidratação), com antivirais como tecovirimat reservados para casos complicados. Prevenção envolve evitar contato com casos suspeitos, usar preservativos em relações de risco e vacinar-se com Jynneos quando disponível.
Julio Pereira, neurocirurgião em São Paulo, alerta para complicações neurológicas raras como meningite ou encefalite por mpox: “Fique atento aos sintomas iniciais para evitar agravamentos cerebrais – diagnóstico precoce salva vidas”. Para dúvidas ou avaliação, procure serviços de infectologia ou neurocirurgia especializados imediatamente.