CARNAVAL ALERTA: DOENÇA DO BEIJO E OUTROS VÍRUS QUE PODEM ACABAR COM SUA FOLIA – SAIBA COMO SE PROTEGER! Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Hospital Sírio-Libanês

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CARNAVAL ALERTA: DOENÇA DO BEIJO E OUTROS VÍRUS QUE PODEM ACABAR COM SUA FOLIA – SAIBA COMO SE PROTEGER!

A doença do beijo, ou mononucleose infecciosa, é uma das infecções virais mais associadas ao Carnaval no Brasil, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (um herpesvírus). Transmitida pelo contato direto com saliva contaminada — como beijos intensos, compartilhamento de copos, garrafas ou objetos —, ela ganha destaque na folia devido ao aumento de contatos íntimos em blocos, trios e festas lotadas. O período de incubação varia de 30 a 50 dias, o que significa que sintomas podem surgir semanas após o Carnaval, pegando muita gente de surpresa. Jovens de 15 a 25 anos são os mais afetados, com picos de casos nessa época do ano. Embora a maioria se recupere bem, o vírus pode permanecer latente no corpo por toda a vida, e em raros casos está ligado a complicações como linfomas ou doenças autoimunes. Prevenção é essencial: evite beijos em série com desconhecidos, não compartilhe bebidas e observe sinais na boca antes de beijar.

Os sintomas da mononucleose surgem de forma progressiva e podem ser confundidos com gripe ou amigdalite: febre alta persistente, dor de garganta intensa (muitas vezes com placas brancas nas amígdalas), fadiga extrema que dura semanas, inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço (ínguas), axilas e virilhas, além de dores musculares, dor de cabeça e, em alguns casos, aumento do baço ou fígado. O cansaço pode ser debilitante, exigindo repouso prolongado e afastamento de atividades físicas. O tratamento é sintomático: hidratação abundante, analgésicos, anti-inflamatórios e repouso absoluto — antibióticos não ajudam, pois é viral. Em casos graves, complicações como ruptura do baço ou hepatite exigem hospitalização. Se você sentir esses sinais após a folia, procure um médico para exame de sangue (sorologia para EBV) e hemograma, que mostram linfócitos atípicos característicos.

Além da mononucleose, outros vírus comuns circulam no Carnaval via saliva e contato próximo: o herpes simples tipo 1 (herpes labial) pode ser transmitido mesmo sem bolhas visíveis, causando feridas dolorosas na boca; o citomegalovírus (CMV) provoca sintomas semelhantes à mono em imunocomprometidos, como febre e fadiga; vírus respiratórios como influenza (gripe), rinovírus (resfriado comum) e até COVID-19 se espalham facilmente em aglomerações com beijos e fala alta. Bactérias como as causadoras de faringite estreptocócica ou, raramente, meningite meningocócica, também entram na lista. A combinação de álcool, cansaço, desidratação e baixa imunidade facilita a infecção. Vacinação em dia (gripe, COVID, meningocócica) e higiene das mãos ajudam a reduzir riscos.

Para curtir o Carnaval sem surpresas ruins, priorize a prevenção: beije com moderação, conheça bem a pessoa (pergunte sobre sintomas recentes), evite compartilhar itens pessoais, mantenha hidratação e use máscaras em blocos muito lotados se sentir risco respiratório. Se apresentar febre, dor de garganta ou cansaço intenso pós-folia, não ignore — procure atendimento médico precoce. A folia é para divertir, não para adoecer! Com consciência e cuidados simples, você aproveita o melhor do Carnaval e evita que um beijo vire uma “doença do beijo” ou outra virose chata. Fique atento e curta com responsabilidade!