ALERTA! Este Sintoma Estranho Pode Indicar Arritmia Cardíaca. Dr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Hospital Sírio-Libanês

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A arritmia cardíaca é caracterizada pela alteração do ritmo dos batimentos do coração, que pode se tornar acelerado (taquicardia, acima de 100 batimentos por minuto em repouso), lento (bradicardia, abaixo de 50 batimentos por minuto) ou irregular. No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de arritmia, sendo responsável por mais de 320 mil mortes súbitas por ano segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC). Muitas vezes a condição é assintomática e descoberta apenas em exames de rotina, mas em outros casos apresenta sintomas que podem variar de leves a graves, exigindo atenção médica imediata para evitar complicações sérias como parada cardíaca.?

Um dos sintomas mais estranhos e frequentemente ignorados da arritmia cardíaca é a sensação de palpitação no pescoço ou sensação de nó na garganta, que ocorre quando as câmaras atriais vibram em vez de se contraírem adequadamente, fazendo com que o sangue seja impulsionado de forma irregular para as veias do pescoço. Esse sintoma peculiar é acompanhado frequentemente pela percepção de que o coração está “pulando batidas”, batendo de forma descompassada ou com pausas momentâneas entre os batimentos, sensações que podem ser percebidas como golpes no peito, desconforto ou até uma leve vibração no tórax. Outras manifestações comuns incluem palpitações com sensação de coração acelerado ou batendo muito forte mesmo em repouso, suor frio inexplicável e ansiedade desproporcional ao contexto.

Sintomas mais graves que indicam comprometimento da circulação e exigem avaliação médica urgente incluem tontura ou desmaio (especialmente quando há trauma ou hematoma decorrente da queda), dor ou desconforto no peito (angina), falta de ar desproporcional ao esforço realizado, fadiga extrema ou fraqueza mesmo após pequenos esforços, palidez, confusão mental e queda de pressão arterial. Em casos de arritmias mais graves, como taquicardia supraventricular, fibrilação atrial de alta resposta ou taquicardia ventricular, a frequência cardíaca pode ficar tão elevada que equivale a um teste ergométrico intenso, podendo indicar entupimento de artérias coronárias e risco de infarto. A falta de ar é um sintoma particularmente preocupante, pois algumas pessoas sentem apenas esse sinal ao caminhar, percebendo que o cansaço está desproporcional à atividade física realizada.

O diagnóstico da arritmia cardíaca é feito através de exames como eletrocardiograma (ECG), Holter 24 horas, teste ergométrico, ecocardiograma e estudo eletrofisiológico, dependendo da suspeita clínica. É fundamental consultar um cardiologista sempre que houver suspeita de problema no coração, especialmente se os sintomas surgirem de forma súbita ou recorrente. O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da arritmia, podendo incluir mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos antiarrítmicos, procedimentos como ablação por cateter ou implante de marcapasso e cardioversor-desfibrilador implantável em casos mais severos. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações graves como AVC, insuficiência cardíaca e morte súbita cardíaca.